Aventura na Antártida
Todo mundo em algum momento de sua infância já ouviu a piada dos dois pingüins em um iceberg que se quebra e os separa, indo cada um boiando para um lado, mesmo que não lembre, ou quis apagar de sua memória. Eu não conseguiria nem que tentasse. Todo mundo a conhece como "a piada que não faz sentido" e todo mundo ria mesmo assim, mesmo que logo depois dissesse "Não entendi". Ontem, depois de uns dez anos ou mais, fico sabendo que ela tem sim um sentido! Se formos levar em consideração a maneira como todos contavam a piada ou até mesmo seu significado em si, realmente, é impossível entendê-la. Mas hoje eu sei, e acredito que agora as pessoas estão prontas para entender seu verdadeiro significado. Por isso, o divulgarei aqui MEU Espaço! Mas antes, vamos rever a versão original e sem cortes dessa odisséia dos nossos humildes personagens que não se referem um ao outro nem pelo próprio nome:
Haviam dois pingüins em um iceberg, que se rompe e se divide em duas partes indo cada metade para um lado. Cada pingüim fica em uma das metades, que se afastam, boiando em direções opostas. Ciente do ocorrido, um dos pingüins se manifesta:
- Tchau pingüim!
O outro, cordialmente, responde:
- Tchau pingüim!
As duas metades do iceberg continuam se afastando uma da outra e os pingüins continuam a se despedir repetidas vezes, cada vez mais alto:
- Tchau pingüim!!!
- Tchau pingüim!!!
Até um momento em que os dois icebergs estão muito longe um do outro e o primeiro pingüim grita pela última vez, com todas as suas forças:
- TCHAU PINGÜIM!!!
E o outro responde:
- TCHAU DOCE-DE-LEITE!!!
Crítica pessoal: O cenário simples, mas de importância fundamental no enredo. A descrição dos personagens é pobre de detalhes e seu diálogo mais ainda, não envolvendo mais de meia dúzia de palavras diferentes. Mas tudo isso é compensado pelo mistério que envolve o final da trama, que nos deixa surpreso, confuso, ansioso, exaltado... Enfim, um redemoinho de emoções que sempre termina em nos fazer rir. Pois rir é o melhor remédio. Mas a dúvida páira no ar: por que doce-de-leite? O que se passava pela cabeça do segundo pingüim? E do primeiro, ao ouvir essas palavras? Será que ao menos ele entendeu? Será que foi por isso que ele não gritou nada de volta? Esse fato é verídico? Não. Pingüins não falam... Mas vamos ao que interessa, o motivo da segunda ave ter alterado bruscamente o modo de se referir à primeira, em sua última despedida: O segundo pingüim, devido a distância, ouviu o primeiro gritar "Tchau quindim!". Faz sentido? Sim. Decepcionante? Talvez. Se realmente foi esse o motivo, não posso garantir. Mas apesar da minha fonte ter sido a internet, essa é a interpretação mais coerente que já ouvi até hoje. Espero que vocês, como eu, se conformem com esta explicação.
